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| Visualização artística do gelado Planeta Dez, que ainda deverá ser observado diretamente. Imagem: Kathryn Volk/Renu Malhotra/New Scientist |
Depois
dos indícios da existência de um nono planeta no Sistema Solar - o
ardentemente procurado PlanetaNove - agora novos dados indicam que o Sistema Solar pode ser
ainda mais populoso do que se pensava.
Kathryn
Volk e Renu Malhotra, da Universidade do Arizona, nos EUA, acabam de
encontrar indícios da existência de um décimo planeta em nosso
sistema - o Planeta Dez.
Os
indícios surgiram quando as duas astrônomas rastreavam as regiões
além de Netuno, no chamado Cinturão de Kuiper, que começa a partir
das 55 unidades astronômicas (ua) - ou seja, 55 vezes mais longe do
que a distância do Sol à Terra. Foi uma onda de descobrimento de um
grande número de corpos celestes poucos brilhantes nessa região que
ajudou a desclassificar
Plutão como planeta.
Volk
e Malhotra rastrearam vários objetos nessa região e verificaram que
vários deles descrevem órbitas anômalas, com uma inclinação
orbital de oito graus em média. Os efeitos observados, segundo elas,
só podem ser explicados pela presença de um outro corpo celeste de
grandes dimensões - um planeta.
"Não
é o que esperaríamos se os únicos planetas do Sistema Solar fossem
aqueles que já conhecemos. Isto significa adicionar um novo planeta
- o Planeta Dez, assumindo que o Planeta Nove exista," disse
Volk.
A
técnica é a mesma usada para identificar o Planeta Nove, só que
este deve estar a 700 ua e ter 10 vezes a massa da Terra. O Planeta
Dez estaria bem mais perto, a 50 ua, e deve ser bem menor, mais ou
menos do tamanho de Marte.
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| O Planeta 10 estaria em uma órbita inclinada em relação ao Sol e aos planetas conhecidos. [Imagem: athryn Volk/Renu Malhotra/New Scientist |
Ocorre
que um planeta do tamanho de Marte localizado pouco depois de Netuno
deve ser muito mais fácil de ser observado do que o distante Planeta
Nove.
Na
verdade, outros astrônomos, ao comentarem os resultados da pesquisa,
afirmam ser difícil de acreditar que exista algo deste tamanho e tão
próximo e que não tenha sido observado até hoje, embora o eventual
planeta possa ser obscurecido por galáxias de fundo.
Os
dados deverão ser confirmados - ou corrigidos - com a adição de
novas observações de corpos do Cinturão de Kuiper. Esses dados
poderão ser fornecidos pelo projeto
OSSOS (Outer
Solar System Origins Survey),
que está rastreando milhares de objetos nessa região.
"Teria
que ser um acaso muito grande para que este não seja um efeito real.
Acreditamos que há um sinal real lá e isso implica um planeta
adicional," disse Volk.


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